Verão de 1990, Red Deer, Alberta no Canadá.
A "normalidade" reinava numa exploração pecuária da cidade até que um porco de 108Kg resolveu fintar o fatal destino que lhe havia sido desenhado à nascença saltando um muro de 1,20m que cercava a sala de matança, colocando-se em fuga.
A longevidade da fuga deu mediatismo ao caso, tornando-se notícia dos media canadianos em Outubro desse ano. Os locais atribuiram o nome de Francis ao animal, supostamente aludindo a São Francisco de Assis, o padroeiro dos animais segundo a religião cristã.
Foram vários os avistamentos do porco, mas só no final de Novembro, cinco meses depois do início da fuga, é que o animal foi capturado com recurso a dardos tranquilizantes.
Dada a fama alcançada pelo animal havia planos para o poupar do destino que antes lhe estava traçado, porém, um dos dardos tranquilizantes perfurou-lhe o intestino, levando-o à morte dois dias depois da captura.
Uma estátua em bronze foi erguida na cidade relembrando os locais e seus visitantes da aventura vivida pelo animal para salvar a sua vida.
A banda canadiana Propagandhi dedicou uma das suas letras à odisseia de Francis numa abordagem à criação animal como mera produção de bens de consumo sem qualquer preocupação com o bem estar animal.
A história de Francis pode ser lida aqui.
Como nota de rodapé gostaria de referir que uma das razões que levou à minha recente adopção de uma dieta vegetariana foi precisamente uma visita a uma exploração pecuária na zona de Leiria e a constatação in loco das condições dadas aos animais, sendo os mesmos encarados como meras culturas agrículas necessárias à satisfação humana. Fazem-se crescer porcos em espaços de 2 metros quadrados como quem faz crescer feijões num quintal... É degradante!
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