sábado, 13 de maio de 2017

135917

Não. O título do post não é uma sequência aleatória de algarismos.


O Diário de Notícias descobriu, recentemente, que os acontecimentos do 13 de Maio de 1917 na Cova da Iría haviam sido previstos e publicados em forma de anúncio no jornal por um grupo praticante de sessões de espiritismo cerca de 2 meses antes.
Honestamente, gostava de saber o que o povo que hoje encheu o santuário em Fátima pensaria se um grupo de adolescentes em redor de um copo e uma tábua com letras anunciasse o apocalipse, já que um milagre anunciado não deixa de ser um milagre... Adiante!
A maior fraude da igreja católica em Portugal comemora o seu centenário no dia de hoje! A fraude, desmascarada inclusivé dentro da própria igreja pelo Padre Mário de Oliveira, levou à morte duas crianças e enclausurou uma outra para toda a vida.
A explicação é simples: o país, participante activo na guerra mais sangrenta da História, precisava urgentemente de dar alento ao povo, maioritariamente analfabeto e extremamente religioso, que via morrer a sua descendência no conflito. A solução foi tão simples quanto condicionar uma criança identificada como portadora de limitações do foro mental a quem, por norma, era lida a história da aparição de La Salette e levá-la a acreditar e fazer acreditar que também ela era testemunha de uma aparição. Refira-se que, os agora santos, Francisco e Jacinta só entraram no jogo depois de sujeitos a uma forte pressão psicológica. É também importante referir que, ao contrário da história contada, apenas parte do povo presente no local admitiu ver o Sol dançar num "milagre" que estava anunciado para o meio-dia do dia 13 de Outubro, mas que uma forte chuvada adiou para as 14.30. Todos os outros apenas viram o Sol brilhar! Não menos importante também, é o facto de o segredo contado a Lúcia (o fim da I Grande Guerra) pecar em defeito por um espaço temporal de um ano (a guerra terminou em Novembro de 1918, mais de um ano após a declaração de fim da guerra proferida pela criança).


Este tema seria, com certeza, merecedor de uma reflexão mais aprofundada. Apelo, porém, à vossa capacidade de análise crítica com a leitura do relatório oficial que Artur de Oliveira Santos, enquanto Administrador do Concelho de Ourém, redigiu debruçando-se sobre os sucessivos acontecimentos dos dias 13 de 1917.
Podem consultar uma transcrição integral do relatório clicando aqui.

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